domingo, 12 de outubro de 2008

Reflexão entre professores em blogs:


Com certeza os blogs, são espaços essenciais para nós professores e alunos.Geralmente (os professores blogueiros) não se envolvem em um só blog, mas interage com vários blogs, compartilhando idéias, trabalhos , pesquisas...E cada um com objetivos diferentes, isso demostra as diferentes articulações dos blogs com a prática pedagógica .Pois a construção e interação coletiva permite que outra pessoa entre no seu blog fazendo comentários, contribuindo, criticando, trazendo novas idéias.E isso nos faz pensar de maneira muinto intima no modo como vemos e fazemos a educação... Penetrando neste contexto das novas tecnólogias.

sábado, 11 de outubro de 2008

Quanto Vale ou é por quilo? Desigualdade, direito e capitalismo na atualidade.


Biografia
Nome Completo: Sérgio Luís Bianchi
Natural de: Ponta Grossa, PR, Brasil
Nascimento: 1945

Neto de Luís Bianchi, filho de Rauly Bianchi e irmão de Raul Bianchi, todos, fotógrafos, cuja produção ao longo de um século foi responsável pela constituição de um dos mais importantes acervos fotográficos do Brasil, com cerca de 40 mil imagens em vidro. Sérgio estudou cinema em Curitiba e posteriormente em São Paulo, onde se formou na escola de comunicações e artes da USP, em 1972.
Filmografia:
· 2004 – Quanto Vale ou é por quilo?
· 1999 – Cronicamente Inviável
· 1994 – A Causa Secreta
· 1988 – Romance
· 1982 – Mato Eles?
· 1979 – Maldita Coincidência


Das várias histórias que aparecem no filme mostra como as coisas do tempo da escravidão não são tão diferentes das atuais, (capitães do mato caçavam negros para vendê-los aos senhores de terra apenas pelo lucro, as ONGs exploram a miséria preenchendo a ausência do estado em atividades, que na verdade são fontes de muito lucro. Quanto Vale ou é por quilo? Mostra um quadro de duas épocas aparentemente diferentes, mas no fundo semelhantes na manutenção de uma cruel dinâmica socioeconômica, embalada pela corrupção impune, pela violência e pelas grandes diferenças sociais. Neste filme o discurso jornalístico se transforma praticamente em uma metalinguagem para mostrar a realidade da periferia e os conflitos sociais do país. O Filme começa com uma narrativa histórica em pleno Brasil colônia. O processo artístico de gênero institucional, histórico e reportagem publicitária ligado muitas vezes pela narrativa sempre na terceira pessoa no melhor estilo jornalístico.
Os personagens deste filme, “Quanto Vale ou é por quilo? São minuciosamente interpretados por atores profissionais, alguns deles de longa trajetória consolidada nos palcos nacionais como Cláudia Mello, Ariclê Peres, Hemerson Caprie e Mirian Pires. O Filme de Bianchi se vale do discurso jornalístico para apresentar seus personagens e criar uma bela história. Em termo de criar cenários realistas, Bianchi foge do modelo herdado pelo moderno realismo criando realidade real, dando prosseguimento a uma obra marcada pelo desconforto e desencanto com o país, Bianchi radicaliza a agressão proposta por sua abordagem audiovisual de algumas de nossas mazelas. Aqui uma visão nada positiva de muitas ONGs, cujo objetivo disfarçado de assistencialismo, é o assalto ao dinheiro público.
Quanto vale...? Chega ao fundo de um interminável poço, no qual a possibilidade de solidariedade já não existe mais. Construindo uma narrativa não linear que superpõe diferentes tempos e espaços, Bianchi tece um documentário real, que mistura o passado ao presente e que junta o Brasil do século XVIII aos dias atuais. O Filme também é inspirado na ficção de Machado de Assis (O conto pai contra mãe), e em diversos documentos encontrados no arquivo nacional. Uma vez mais a ficção se mistura com documentário.
A principio não gostei e não compreendi muito bem, pois não mim proporcionou nenhuma experiência fílmica. Mas ao assisti o filme pela segunda e terceira vez, pude notar várias questões, que o autor colocou e que se identificam muito bem com nosso país. E isso me tocou, pois ele não mostra apenas a falência das instituições no país atual, seu discurso analógico coloca o antigo comércio de escravos e a exploração da miséria pelo marketing social, como imagens separadas que se articulam em uma montagem para dizer que o que vale é o lucro, não importando se este é obtido com a venda de um escravo ou através de projetos sociais com orçamentos superfaturados.
Algumas partes foram envolventes porem triste e muito dramática, quando Arminda que está empenhada com o projeto de informática na periferia descobrir que os computadores foram superfaturados, ela decidi denunciar a ONG e por esse motivo é eliminada por Candinho, um jovem que está desempregado, e para sobreviver, torna-se um matador de aluguel. E é contratado para matar Arminda. Outro momento que mim tocou foi quando Lázaro Ramos proferiu uma frase que dizia: “O que vale é ter liberdade para consumir, esta é a verdadeira funcionalidade da democracia...”
Não ache viável a possibilidade pedagógica de assistir este filme em minha sala, já que são crianças “muito pequenas do grupo seis”, pois o conteúdo do filme não iria envolvê-las, porque a escolha do filme deve participar da vivência do aluno. Mas para alunos do segundo ciclo poderíamos criar algumas possibilidades, como instigar e estimular o assunto do filme para os alunos, pois a partir daí eles iriam começar a vivenciar o assunto visto que sem vivência não há interpretação.
Outra possibilidade seria apresentar o autor do filme para os alunos através da sua biografia, história, linguagem e também a narrativa do filme e só assim eles poderiam compreender o enredo do filme, pois entender o filme e conhecer antes de tudo o autor instigar a cultura cinematográfica dos alunos promovendo à ampliação dos horizontes de mundo, levando-os a mudar o espaço e o tempo. Através da avaliação de sua existência o aluno vai compreender o outro e o mundo, ele vai se reformando como sujeito protagonista de sua própria história.


REFERÊNCIAS

Apostila: A EXPERIÊNCIA FÍLMICA E FORMAÇÃO ressignificando os referenciais teórico epistemológicos da práxis pedagógica, TOURINHO Maria Antonieta, VIEIRA Rosane, agosto 2008.
A Poética do cinema e a questão do método em analise fílmica, GOMES Wilson.
http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/personalidades/sergio-bianchi/sergio-bianchi.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Bianchi

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Convivendo em comunidade



Entendo que Comunidade Virtual é construida sobre os diferentes interesses, de conhecimentos mútuos, em um processo de cooperação e de trocas, com objetividade e simplicidade de suas intenções.
As comunidades virtuais se organizam através de acordo para convivência, seguem padrões e normas, visando uma boa organização de funcionamento, possibilitando que todos participem.


                    • orkut

                    • interação

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                    segunda-feira, 22 de setembro de 2008

                    Queridas Colegas!


                    Não importa qual seja o obstáculo, o melhor da vida é sempre tentar... Não importa qual seja a distância, o melhor da vida é sempre caminhar... Não importa qual seja o futuro, o melhor da vida é sempre sonhar... Não importa qual seja a tristeza, o melhor da vida é sempre sorrir... Não importa qual seja o medo, o melhor da vida é sempre enfrentar... Não importa qual seja o preço, o melhor da vida é sempre pagar... Não importa qual seja o prêmio, o melhor da vida é sempre ganhar... Não importa qual e quantos sejam os problemas, o melhor da vida sempre VIVER!!!

                    Ingredientes que não devem faltar em um diário de ciclo

                    No dia 25/08/2008 tivemos uma aula muito interessante e dinâmica sobre os ingredientes que não devem faltar em um diário de ciclo. A turma foi dividida em duplas, onde cada dupla apresentavam os ingredientes que serão necessários nos nossos diários de ciclo.
                    A dupla Claudinéia e Eriades mostraram que as pesquisas, debates, discussões, estudo coletivo, acesso as novas tecnologias, positividade e inovação são ingredientes indispensáveis. As cursistas, Maria Delian, Simone e Edivânia apresentaram outros complementos que deixam o diário ainda mais gostoso como: a determinação, organização, teorização, emoção, angustia e satisfação.
                    Ainda vieram as duplas Geralda e Daniela complementando e mostrando que o humor a criatividade, as experiências vividas e a reflexão sobre a prática são complementos imprescindíveis para deixar o diário ainda mais saboroso.
                    As colegas Gecélia e Dulcinalva lembraram que os ingredientes do diário de ciclo devem está no nosso dia-dia, organizando assim uma rotina de trabalho refletindo sobre o que vamos digitar socializar no grupo de orientação, e reservar trinta minutos por dia para escrever. Depois destas bonitas apresentações onde cada um dos bolos dos diários ficou mais gostoso que o outro. A Orientadora Fabrízia complementou indicando como registro do diário de ciclo pode nos levar a construção de novos conhecimentos sobre a prática pedagógica e a discussão que apontam novos caminhos para a escola.



                    A escrita e o diário reflexivo

                    Segundo Mariana Fonseca de Mendonça Gomes a escrita e o diário reflexivo é um bom instrumento para investigação do cotidiano da sala de aula, o diário capta o que foi vivido e experimentado, sua leitura pode nos levar a construção de conhecimentos sobre a nossa prática pedagógica e estas discussões que apontam novos caminhos para a escola. Podemos dizer então que a escrita têm a função de organizar os pensamentos de deixar registradas as idéias os costumes, enfim toda maneira de ser e pensar de uma determinada cultura e sociedade.
                    Muitas vezes a escrita pode ser concebida como incompleta, parcial ou falsificável. No entanto em todos os contextos a escrita é um suporte para representação da memória de um povo, a escrita é vista como um processo que contribui para a construção da identidade de quem dela se utiliza além de ser um instrumento a serviço da memória, ele tem a finalidade de destacar o já vivido e o já experimentado.
                    Ainda que pouco utilizado em nossas salas de aula os diários te registros tem despertados diferentes olhares de pesquisadores sobre esse fazer. A utilização dos diários reflexivos representa a possibilidade de uma dupla análise, por um lado indica aos alunos o processo de seus desenvolvimentos nas diferentes etapas por que passam. Para nós professores os diários se revelam como instrumento de avaliação e reflexão sobre o nosso trabalho. Para as crianças os diários servem para registras suas aprendizagens adquiridas a cada aula, e assim o professor pode instigar o próprio trabalho desencadeando reflexões e mudanças em sua prática.


                    O registro e a prática docente é um instrumento de formação e transformação

                    Registrar constitui características próprias do ser humano, o ser humano registra para si e para o mundo. Nós professores necessitamos registrar para refletir e transformar a construção de novos saberes.
                    Para que registramos? Para lembrar, pensar, aprimorar, aprender e refletir ver com profundidade. É importante fazer registro, pois vou melhorando minha prática, refletindo, analisando e reformulando minha ação juntos aos alunos. Pois anotando a professora conversa consigo mesmo, interage, analisa, reflete, busca vencer dificuldades melhorando sua ação.
                    Como fazer? Muitas são as aflições de nós professores sobre a forma de registrar o que, como, para que quando. O registro do plano semanal e do plano de aula constitui um instrumento imprescindível a prática pedagógica, mostrando ao professor o caminho a seguir.

                    terça-feira, 16 de setembro de 2008

                    Lei de Diretrizes e bases com Paulinha e Roseli

                    Em 1985 termina o governo militar e começa a Nova República, ainda que por eleição indireta. Em 1988 é promulgada a Nova constituição que defende a educação como direito de todos e dever do estado e da família, a partir da nova constituição os educadores representativos mobilizam-se para oferecer propostas a nova lei de diretrizes e bases da EDUCAÇÂO, que seria promulgada em 20/12/1996 (Lei nº 9394/96), após oito anos de tramitação no congresso nacional.
                    Ressalta-se que a década de 80 foi considerada perdida em termos econômicos, mas altamente possitiva na esfera política e cultural. O período foi extremamente rico do ponto de vista politico-sociais.
                    Na década de 80, um grupo de filosófos e pedagogos Dermeval Saviane, José Carlos Libáneo, Guiomar Mano de Melo, Jamil Cury, e outros questionam o quadro de desorganização da escola com alto indice de anafalbetismo, evassão e repetência.

                    Comunidades Virtuais

                    Diante das leituras feitas concluir que Comunidades Virtuais são agregações sociais que emergem da rede quando existe um número suficiente de pessoas, em discussões suficientemente longas com grandes emoções humanas para formar teias de relações pessoais em ambientes virtuais, alterando de algum modo o eu dos que nelem participam.
                    O termo Comunidade Virtual sugere aparentemente comunidades que só existem no cyberespaço. Mas implica, exatamente em uma forma de ligação entre comunidades no espaço real e biológico ligando-as e estendendo-as trazendo novas comunidades reais para o seu contato.
                    Porém não podemos deixar de analizar um aspecto negativo de algumas comunidades virtuais onde as crianças e adolescentes tem fácil aceso e se torna presa fácil de pedofilos e prostituições.